BI em uma nova Era

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Considerando que o termo Business Intelligence (BI) foi criado em 1989 para descrever um conjunto de conceitos que melhoram a tomada de decisões, utilizando sistemas de suporte baseados na análise de dados e fatos, e que de lá para cá muitas organizações já fizeram investimentos expressivos em BI , falar sobre o tema ou explicar a utilidade dessas ferramentas poderia parecer “chover no molhado”. E de fato seria, embora algumas pequenas e médias empresas estejam apenas ingressando nesta arena da análise de dados em favor de negócios e decisões acertadas.

A questão, porém, é que o mercado, imerso hoje em uma quantidade caótica de dados externos na internet e em que bilhões de pessoas conectadas utilizam ferramentas online, conhecidas como wikis, redes sociais e todos os recursos de colaboração oferecidos pela Web 2.0, precisa urgentemente de uma nova geração de ferramentas e soluções de BI que permitam a integração e análise de dados intraempresariais, interempresariais e externos.

Já há alguns anos, as empresas entendem os ganhos que o BI pode trazer aos seus negócios. Tanto é assim que esse tipo de solução está há três anos no topo da lista de prioridades dos executivos de TI em todo o mundo, segundo levantamento do Gartner Group. E, mais do que isso: o BI deixou de ser visto como simples ferramenta informativa para ganhar status de solução estratégica para as empresas, evidenciando a procura de inteligência para os negócios.

O estudo do Gartner diz ainda que até 2012, 70% das empresas do rol Global 1000 terão carregado dados detalhados na memória como método primário para otimização do desempenho de aplicações de BI. Também de acordo com o Gartner, o BI será parte integrada à maioria das aplicações corporativas até 2012. Na ocasião, usuários irão interagir com as ferramentas de BI como elemento em 85% de todas as aplicações de negócio. O fato é que estas ferramentas entraram em uma nova geração. O mercado global cresceu 12,5% entre 2007 e 2006, e deve crescer à média anual de 8,6% a partir de 2011, conforme previsões do Gartner. Essa tendência revela uma mudança substancial no modo como a gestão de BI e de desempenho ocorrerão no futuro próximo e sugere que os investimentos neste tipo de tecnologia não param tão cedo.

Recentemente, a tecnologia necessária para oferecer BI e permitir tomadas de decisões acertadas e efetivas melhorou expressivamente. A nova geração de soluções vem permitindo avanços em três dimensões – simplicidade e relevância, agilidade e integração. Especificamente, os aplicativos em software estão se tornando não apenas mais utilizáveis, mas principalmente, mais úteis. Além disso, a demanda por menos espaço para armazenamento e maior poder de processamento das soluções, ajudam a administrar e a utilizar dados e redes sofisticadas de forma mais eficiente. Finalmente, os aplicativos relacionados a serviços agora permitem a integração de dados de fontes diversas para oferecer mais detalhes e percepção apurada, resultando, assim, em mais competitividade.

Está claro que, nos próximos anos, conforme a globalização e o aumento da confiança na internet dão complexidade e aceleram as condições do mercado, o BI que permita ações concretas é promessa de vantagem competitiva. E aquelas capazes de identificar essa mudança para aproveitar melhor as grandes quantidades de informações geradas terão uma posição privilegiada frente a seus concorrentes. Elas serão capazes de conhecer melhor as necessidades dos clientes, identificar tendências antes dos rivais e utilizar o tempo ganho para capitalizar oportunidades. E neste cenário, a probabilidade de sucesso é infinitamente maior.

Fonte: IT Web - André Petroucic é diretor-comercial da Business Objects no Brasil

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