Informática migrando da operação para a inteligencia
Que a informática é vital para a operação das empresas já é um fato incontestável; agora as empresas estão constatando que a informática como ferramenta de inteligência será também imprescindível.
Nos primórdios os empresários relutaram em informatizar seus negócios, agora é a vez de relutarem em passar a “inteligencia” do negócio para os computadores.
Um ponto importante é tentar não passar a idéia de que a “inteligência” em questão não significa que os gestores irão passar a ser peças descartáveis e que os computadores dominarão a empresa (ao estilo de “Exterminador do futuro - 1,2,3…”).
O que se busca com a “inteligência”, ou BI (Business Intelligence) é fazer com que além de emitir pedidos de compra e venda, manter os saldos de estoque e outras tarefas operacionais, o sistema monitore e alerte os responsáveis de condições que necessitem de uma decisão por fugirem de uma regra definida pelos próprios gestores.
Um exemplo seria o caso de um orçamento que define que se gastará em material de limpeza um determinado valor e este valor está próximo de ser atingido ainda no inicio do mês. Neste caso o sistema emitiria um alerta aos responsáveis para que avaliassem se o caso é uma falha de planejamento, uma necessidade não prevista, mas necessária, ou uma avaliação errada do solicitante. Veja que neste caso o sistema apenas foi “inteligente” para notar um desvio numa regra pré-estabelecida, mas a decisão final será dos profissionais.
A seguir reproduzo um artigo comentando sobre a implantação de BI na Freios Controil, publicado pela Decision Report. Boa leitura!
BI muda a dinâmica da Freios Controil
Decision Report 06/10/2008Enquanto substituía o sistema de gestão empresarial (ERP) desenvolvido internamente por uma solução de mercado, a Freios Controil resolveu adotar também uma plataforma de Business Intelligence, para cruzar dados estratégicos e conferir maior precisão à tomada de decisões. Com o BI, os gestores recebem diariamente um e-mail com indicadores e análises sobre o andamento dos negócios.
“O ERP já traz uma série de relatórios, mas para processar informações de longo tempo e gerar análises gráficas, ele não é a melhor ferramenta”, reconhece Daniel Szczepaniak, responsável pelo setor de Tecnologia da Informação da companhia que emprega 600 funcionários e fatura anualmente cerca de R$ 90 milhões.
Depois de quase um ano avaliando fornecedores e tecnologias, a companhia iniciou a adoção de um ERP desenvolvido pela empresa de Caxias do Sul (RS), Focco3i. Entre janeiro e outubro de 2007 foi feita a implementação do software de gestão. Em paralelo, foi iniciado projeto de adoção de um BI da Sadig, ambos conduzidos pela Otimiza Consultoria.
Nova dinâmica
As informações da área de faturamento e comercial foram migradas para a nova plataforma. “Depois que botamos o BI virou outro mundo”, avalia o responsável, lembrando que antes o trabalho de inserir dados e gerar relatórios ficava a cargo de um programador. Szczepaniak diz que a solução mudou a dinâmica de trabalho da companhia.
O executivo aponta que o projeto de substituição do ERP foi a maior já feito na área de TI da companhia até o momento, consumindo investimentos na casa de R$ 1,1 milhão. Pelas contas de Szczepaniak, para a plataforma de BI o orçamento ficou na casa dos R$ 50 mil.
















