A Gestão e a Crise…
Escrevo este artigo após ler a interessante matéria “Gestão repensada” do colega consultor, Cleyson Dellcorso, publicada na Reseller Web, e que reproduzo no final desta postagem.
Gerir qualquer coisa quando está tudo em ordem até que é fácil, a arte da gestão eficiente está em garantir que tudo continue em ordem mesmo quando os cenários mudam drasticamente.
Competência e dinamismo na gestão do planejamento dos vários cenários é fundamental nestes momentos.
Com a chegada da atual crise vários modelos de gestão vieram por água abaixo, mostrando suas fragilidades em não conseguir ajustar a operação do negócio às novas condições impostas.
Alguns de nossos clientes já entraram em contato conosco buscando aconselhamento quanto a como proceder no novo cenário, buscando validar os resultados do planejamento refeito com base nas novas premissas. Esse passou a ser o momento em que as consultorias passaram a ter o papel importante de assessores na orientação quanto a alternativas estratégicas e operacionais para manter os negócios estáveis dentro do possível.
Esperamos que os empresários vejam que esse é mais um momento em que as consultorias podem agregar muito aos seus negócios, aportando o conhecimento aos times responsáveis pela gestão estratégica.
Segue o artigo mencionado, boa leitura!
Gestão repensada
por Cleyson Dellcorso - 09/03/2009
Talvez se enganem os que julgam que precisam melhorar a área comercial, ou que o segredo está em reestruturar o departamento financeiro
Até a poucos meses, vínhamos navegando em mar de almirante: não tínhamos marolas consideráveis, o vento parecia soprar a favor e principalmente: nenhuma tempestade estava prevista no horizonte. Alguns até soltaram as amarras de tão tranquila que era a situação.
De um momento para outro, porém, como um verdadeiro tsunami econômico, a paisagem se alterou e a turbulência surgiu, nos obrigando a fazer um esforço muito grande para continuar na superfície.
Os mais afoitos jogaram para fora do barco parte da tripulação, posições de trabalho foram cortadas, desprezou-se muito conhecimento e experiência, bons colaboradores foram despedidos e, principalmente, muitos amigos ficaram numa situação difícil, mas, naquele momento, parecia ser a melhor solução.
O lado bom desse turbilhão é que nos acordou de um sono letárgico e com uma severa chacoalhada nos fez ver que mudanças precisam ser implantadas com a máxima urgência, caso contrário a sobrevivência ficará comprometida.Ações que deveriam estar em prática foram postergadas pela situação tranquila em que vivíamos, mas agora é preciso união para repensar o modelo de gestão a ser adotado.
Talvez se enganem os que julgam que precisam melhorar a área comercial, talvez de enganem também aqueles que pensam que o segredo está em reestruturar o departamento financeiro. Em minha opinião, o que necessita ser mudado é o conceito do negócio em si. Não priorizando esta ou aquela área, não dando importância apenas à área comercial, financeira ou outra qualquer. Todos precisam atuar para o bem comum e da empresa. Individualidades e vaidades pessoais e departamentais, estão fora de qualquer consideração, o importante é o grupo colaborando com a organização e esta criando o "the best place to work" para seus funcionários.
Após o choque inicial e passado o vendaval de incertezas, observamos que todos devem caminhar em bloco, todas as áreas em sintonia, focadas na missão, visão, valores e competências organizacionais da empresa. Espera-se que isto já faça parte da cultura neste momento, caso contrário, medidas urgentes devem ser tomadas para que estes sejam os pratos de subsistência da organização nos próximos dias.
Nesse modelo que se desenha, a área comercial fica isolada se não tiver o apoio e amparo da área de marketing, que deve deixar de ser uma simples demandadora de peças publicitárias para ser o centro estratégico de toda a empresa, além de atuar no enlace de todo o canal.
De nada adianta marketing e comercial andarem alinhados e em sinergia se não tiverem a companhia da área de recursos humanos, que deverá antever as necessidades e prover ao pessoal as habilidades, competências e comportamentos para que estejam perfeitamente integrados e confortáveis com os parâmetros traçados pelos estrategistas.
Essas três áreas devem estar apoiadas em pilares firmes que dão sustentação a toda estrutura organizacional: a área financeira e a área de compras e negociação com fornecedores.
Nas distribuidoras e nas revendas, os vendedores devem deixar de ser vistos como clientes finais pelo resto da organização, para todos tornarem-se parceiros e aliados do consumidor final. Todo o quadro de funcionários deve interagir no negócio, para que, como um só corpo coloquem-se à disposição do mercado para orientar, sugerir, auxiliar e, se for o caso, vender os seus produtos.
Em tempos de crise, vê-se o momento adequado de união, criatividade, empreendedorismo, coragem, visão e principalmente atender às reais necessidades do cliente, lembrando sempre que a crise não é só sua, mas afeta a ele também.
















