Planilhas corporativas

A PCWorld publicou no seu site 3 artigos de Richard Morochove da PCWorld/EUA que abordam o emprego de planilhas no dia-a-dia do mundo corporativo. Aproveitando o tema apresentamos algumas considerações a este respeito.
Engº Mauro Gherpelli

O emprego de planilhas nas corporações é inquestionável, mas os resultados são muito questionáveis, e é justamente por isso que os serviços de consultoria focados em melhoria de gestão administrativa travam verdadeiras batalhas buscando reduzir ao máximo o uso de planilhas, migrando suas funcionalidades para ambientes de sistemas de gestão integrados.

Uma planilha nasce de necessidades específicas e normalmente não dispõe de prazo ou recursos para ser desenvolvida no sistema de gestão integrado (mais conhecido como ERP – Enterprise Resource Planning) da empresa, menos ainda por um profissional de informática. Nessa hora o usuário com “conhecimentos de planilha” desenvolve uma solução temporária que acaba por se tornar definitiva; nascem assim os sistemas de gestão paralelos, em planilhas.

As áreas de informática das empresas precisam monitorar o crescimento das planilhas desenvolvidas pelos usuários, sem a participação da equipe de informática, para evitar que erros dos usuários no desenvolvimento impliquem em erros que possam prejudicar o negócio.

As planilhas são instrumentos poderosos e que permitem alto grau de flexibilidade na avaliação de cenários, mas não devem passar a ser as ferramentas de gestão. Os indicadores de gestão das empresas devem ser obtidos de forma clara pelo ERP para garantir que se estará sempre avaliando com as mesmas premissas e critérios, sem o risco de se ter “mudado a fórmula da planilha” ou que outra pessoa tenha atualizado de forma incorreta.

Existem situações em que o desenvolvimento de uma planilha é a solução mais adequada, mas é importante entender que desenvolvimento é diferente de “fazer”. O desenvolvimento implica em se respeitarem princípios que equivalem aos de programação, apenas que usando uma ferramenta mais ágil. Nestes casos é imprescindível a participação de um profissional de informática e não apenas de um detentor de “conhecimentos em planilhas”.

Resumindo, o uso de planilhas é bom, mas os cuidados devem ser grandes para evitar transtornos.

As publicações da PCWorld mencionadas podem ser visitadas nos seguintes links:

Este assunto pode se estender bastante, assim sendo, volteremos com outros artigos no futuro.

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